quinta-feira, 30 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
nas minha paredes pinga
pois é verdade, ela vive, mas estava a negro.
este é um apelo à vossa generosidade e veia criativa. a partir desta mesma noite, começa o embala, muda, monta, sua, suspira, falta, come, bebe, desembala, amontoa, alinha, dispõe, recorta, deita fora, segue...
direcção labruge, numa dessas pequenas casas em abril (25), com salpicos de buganvília e alegrias do lar, uma sardinheira, uma árvore da borracha pequena e que se arredonda, tomando o sol da janelita que dá para a sala 3 por 2, e alguns amores perfeitos, e quem sabe um funcho lá por trás, um alecrim, uma hortelã para apimentar os dias e a penca. a garbosa penca.
beijo-vos e aguardo.
domingo, 19 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Para Pingas com a cabeça no ar
by Elizabeth Bishop
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
*
A arte de perder não é dificíl de dominar;
Tantas coisas parecem ser feitas com a intenção
de serem perdidas que a sua perda não é desastrosa.
Perde algo todos os dias. Aceita o sobressalto
das chaves perdidas, da hora mal passada.
A arte de perder não é dificíl de dominar.
Depois pratica perder mais além, mais depressa:
sítios, e nomes, e onde pretendias viajar.
Nada disso será desastroso.
Perdi o relógio da minha mãe. E Olha!
a minha última, ou penúltima,
das três casas que amei e fui.
A arte de perder não é dificíl de dominar.
Perdi duas cidades, amorosas. E, pior,
alguns reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a sua falta, mas não foi desastroso.
-Mesmo perder-te (a voz jovial, a atitude que amo)
não poderia mentir. É evidente
A arte de perder não é muito dificíl de dominar
embora o pareça (Anota-o!) como desastrosa.

